Entre os principais alvos desta quinta-feira estão Milton Baptista, presidente do Sindinapi, que tem Frei Chico como vice, além de nomes de Amar Brasil, ANDAPP e Masterprev
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (9) uma nova fase da Operação Sem Desconto, com 66 mandados de busca e apreensão, voltada ao desmantelamento de um novo núcleo do esquema nacional de descontos associativos ilegais sobre aposentadorias e pensões.

As entidades na mira da PF nesta fase são o Sindnapi (que tem como vice-presidente o irmão do presidente Lula, Frei Chico), a Amar Brasil Clube de Benefício, a Masterprev e a ANDAP. O caso está sob sigilo, mas a piauí apurou que entre os principais alvos estão Felipe Macedo Gomes, da Amar Brasil, Anderson Cordeiro, da Masterprev, e Américo Monte, da ANDAP. Segundo os investigadores, eles movimentaram recursos desviados de associações de aposentados e usaram suas próprias empresas para ocultar o dinheiro.
Também são alvos da busca e apreensão Milton Baptista, presidente do Sindinapi, e Leonardo Cerquinho Monteiro, ligado à entidade. Baptista (que também é conhecido como Milton Cavalo) presta depoimento na CPMI do INSS nesta quinta-feira (09), mas obteve decisão ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para permanecer em silêncio. Em nota, o Sindinapi manifestou “surpresa com o cumprimento de mandados de busca e apreensão” e disse que “comprovará a lisura e legalidade de sua atuação”.
“Diferentemente de outros intimados que vieram aqui e ficaram quietos, o senhor Milton veio aqui preparado com um caderno de respostas, para poder responder toda e qualquer pergunta. Ocorre que, como todo mundo aqui já deve saber, ele foi alvo às 6h30 da manhã da nova fase da Operação Sem Desconto. Ele estava aqui, já presente. Como não tinha ninguém em sua casa, ela foi arrombada. Ele não tem condição psicológica de falar”, disse o advogado de Baptista, Bruno Borragine, na CPMI.
São novos personagens no inquérito da PF com papéis parecidos ao do “Careca do INSS”, o empresário e lobista Antonio Camilo Antunes, operador de outras entidades. Um dos suspeitos de operar desvios de milhões de aposentados, Felipe Macedo Gomes é ex-presidente da Amar Brasil e deu entrada no INSS, em 2022, no pedido para formalizar o acordo de cooperação técnica (ACT) que permitiu os descontos indevidos sobre benefícios previdenciários. A entidade movimentou 143 milhões de reais entre 2022 e 2024 e, segundo as autoridades, 96,9% dos aposentados afirmaram não ter autorizado os débitos.
A Amar Brasil, a ANDAP, a Masterprev e a AASAP faturaram 700 milhões de reais com descontos indevidos, segundo investigações em andamento. Reportagem do site Metrópoles mostrou que dirigentes das quatro associações — Macedo, da Amar Brasil, Américo Monte, da ANDAP, Anderson Cordeiro, da Masterprev, e Igor Delecrode, da AASAP — ostentavam carros esportivos, imóveis em Alphaville, na região metropolitana de São Paulo, e patrocinavam eventos religiosos. Num culto evangélico, Macedo chegou a celebrar o crescimento de suas atividades empresariais como “mão de Deus”, relacionado ao pagamento de dízimo, que ele passou a fazer após se converter. O detalhe é que a fortuna jorrou no mesmo período em que sua associação fechava o contrato com o INSS.
Macedo doou 60 mil reais à campanha de Onyx Lorenzoni (PL-RS), ex-ministro da Previdência de Jair Bolsonaro e candidato derrotado ao governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2022. A Polícia Federal, porém, não o trata como alvo, e Onyx nega qualquer relação com o esquema.
Há indícios de que Macedo funcionava como testa de ferro de terceiros ainda não identificados, disse à piauí uma fonte com acesso às investigações. A PF apura, ainda, se Macedo, Monte e Cordeiro atuavam como intermediários de organizações criminosas ainda maiores.
Segundo a piauí apurou, a investigação deverá, numa próxima etapa, apurar indícios de que os empresários Felipe Macedo Gomes, Américo Monte e Anderson Cordeiro mantinham relação com empresas como o BK Bank, instituição já investigada na Operação Spare, da Receita Federal. A Operação Spare apontou o BK Bank como elo de um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas utilizado pelo PCC no setor de combustíveis e moteis em São Paulo.
Informações preliminares indicam que parte do dinheiro desviado das associações pode ter sido reciclada por meio da mesma estrutura financeira – hipótese que, se confirmada, poderia conectar o escândalo do INSS a grupos tradicionais de lavagem de dinheiro. Essa hipótese investigativa ainda é preliminar e poderá ser aprofundada após o cumprimento dos mandados de busca e apreensão.
“Nossos clientes estão e sempre estiveram à disposição das autoridades, inclusive já tendo peticionado nesse sentido, sendo a medida desnecessária”, disse o advogado Rogério Cury, que representante de Felipe, Américo e Anderson.
Fonte: Operação da PF faz busca contra presidente do sindicato de irmão de Lula - revista piauí
Ação resultou na prisão de agente público de Marituba/PA. Valores desviados são estimados em aproximadamente R$ 200 milhões.
Belém/PA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (9/10), a segunda fase da Operação Expertise, destinada a aprofundar as apurações sobre fraudes em licitações, desvios de recursos públicos da saúde e da educação, corrupção e lavagem de dinheiro no âmbito de órgãos estaduais e municipais do Pará, com apoio técnico da Controladoria-Geral da União (CGU).

Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão preventiva, além de outras medidas cautelares deferidas pela Justiça Federal, tais como afastamentos cautelares, bloqueio/sequestro de bens e quebras de sigilo. Todo o material colhido será encaminhado para análise pericial e processual.
No curso das apurações, a Polícia Federal identificou um dos investigados entregando valores em espécie a um agente público dentro de órgão da administração, fato que reforça o esquema de corrupção já mapeado e envolve alvo alcançado na primeira fase da operação. As investigações também apontam indícios de direcionamento de licitações, adesões irregulares a atas de registro de preços e execução simulada de contratos públicos, com saques em espécie realizados logo após os repasses financeiros — inclusive em compromissos das áreas de saúde e educação.
Os valores desviados são estimados em aproximadamente R$ 200 milhões.
Fonte: PF, com apoio da CGU, deflagra segunda fase da Operação Expertise no Pará — Polícia Federal
Cerca de 900 policiais federais e civis estão nas ruas para fazer buscas e prisões de suspeitos. Até a última atualização desta reportagem, 55 pessoas foram presas em flagrante, 2 adolescentes apreendidos e 3 vítimas resgatadas.
A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quarta-feira (8) uma operação nacional para identificar e prender criminosos envolvidos em crimes de abuso sexual de crianças e adolescentes cometidos, principalmente, pela internet.

Forças de segurança cumprem 182 mandados de busca e apreensão em todos os estados brasileiros.
Até a última atualização desta reportagem, 55 pessoas foram presas em flagrante, dois adolescentes apreendidos e três vítimas foram resgatadas.
"Operação na semana que comemoramos o Dia das Crianças. A Polícia Federal tem a ferramenta Rapina, usada para identificar compartilhamento de material de abuso", explicou o ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski.
Os resgates foram realizados em São Paulo, Amazonas e Santa Catarina, segundo apurou a TV Globo.
Se tratam de casos em que os agentes de segurança identificam situações de abuso em andamento no endereço em que o mandado está sendo cumprido.
Ou seja, a pessoa não apenas compartilhava conteúdo criminoso, mas também produzia material de abuso com a criança ou adolescente com quem convive.
"O foco da operação foi identificar abusadores e tirar crianças de situação de abuso. Crianças resgatadas serão levadas à rede de proteção, terão atendimento e proteção integral", declarou Valdemar Latance Neto, coordenador-geral de Combate a Fraudes Cibernéticas da PF.
Coordenada pela PF, a operação integra os esforços nacionais de combate aos crimes cibernéticos que violam a dignidade sexual de crianças e adolescentes.
Os mandados estão sendo cumpridos em ação conjunta com as Polícias Civis de 16 estados brasileiros.
Entenda a operação em detalhes:
São 138 mandados de busca e apreensão cumpridos por policiais federais e 44 cumpridos por policiais civis nos estados.
Cerca de 900 policiais, ao todo, participam da operação, uma das maiores de combate a esse tipo de crime.
Fonte: PF faz megaoperação de combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes em todo o país
Durante a Operação Xeque-Mate, foram cumpridos cinco mandados de prisão, cinco mandados de busca e apreensão e o sequestro de R$ 122 milhões em bens
Manaus/AM. A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO/AM) deflagra, nesta segunda-feira (6/10), a Operação Xeque-Mate, desdobramento das Operações Torre 1, 2, 3 e 4, destinada a desarticular o principal núcleo de comando do crime organizado no estado do Amazonas.
Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de prisão, cinco mandados de busca e apreensão, além do sequestro de bens no valor de R$ 122 milhões nas cidades de Manaus/AM e Guarujá/SP.

As investigações detalharam o esquema de lavagem de dinheiro do alto escalão do grupo criminoso. Um líder criminoso mantinha-se ativo mesmo estando na Colômbia sob identidade falsa ao tempo da investigação.
Conforme apurado, o investigado foi identificado como proprietário de parte de um carregamento de mais de duas toneladas de drogas apreendido em setembro de 2024, em Manaus/AM. Para disfarçar os lucros ilícitos, utilizava terceiros e um complexo esquema financeiro envolvendo fintechs, empresas de fachada e estruturas paralelas de pagamento.
As transações, realizadas por aplicativos, permitiam movimentações com menor fiscalização, mesclando valores ilegais a operações legítimas. Estima-se que mais de R$ 122 milhões tenham circulado nessa rede, parte dos quais convertida em criptoativos e remetida ao exterior, especialmente à Colômbia, como pagamento a fornecedores de drogas.
A localização dos alvos contou com apoio estratégico da SEAI/AM, que forneceu informações de inteligência essenciais para o sucesso das diligências. A operação também teve colaboração de autoridades policiais colombianas.
A FICCO/AM é uma iniciativa de cooperação promovida pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, sendo composta pela Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Secretaria de Estado e Segurança Pública, Polícia Civil do Amazonas, Polícia Militar do Amazonas, Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência, Secretaria de Administração Penitenciária e Secretaria Municipal de Segurança e Defesa Social, tendo como objetivo a integração e cooperação entre os órgãos de segurança pública em ações de prevenção e repressão ao crime organizado e à criminalidade violenta.
Fonte: FICCO/AM desarticula núcleo de comando do crime organizado no Amazonas — Polícia Federal
A Polícia Federal cumpriu nesta sexta-feira (3) mandado de busca e apreensão na residência do lobista Andreson de Oliveira Gonçalves, suspeito de intermediar um esquema de venda de decisões no STJ (Superior Tribunal de Justiça). Andreson está em prisão domiciliar em Primavera do Leste, no interior de Mato Grosso, desde julho, por ordem do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin. Zanin autorizou a prisão domiciliar após um parecer positivo da PGR (Procuradoria-Geral da República) pela saída do lobista de uma prisão federal em Brasília, devido ao seu estado de saúde.

A ação policial desta sexta é parte da Operação Sisamnes, que tem como objetivo "investigar crimes de organização criminosa, corrupção, exploração de prestígio e violação de sigilo funcional". A PF deflagrou a operação no ano passado, quando identificou suspeitas de que alvos "solicitavam valores para beneficiar partes em processos judiciais, por meio de decisões favoráveis aos seus interesses". A investigação também apura negociações de vazamento de informações sigilosas, incluindo detalhes de operações policiais. Funcionários do STJ são investigados, mas não há apuração sobre os ministros. Também há investigações correlatas sobre outros tribunais, como o de MT e de Mato Grosso do Sul.
Fonte: PF faz busca em casa de lobista suspeito de esquema no STJ - 03/10/2025 - Poder - Folha
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