Foco da operação deflagrada na semana passada pela Polícia Federal (PF), a influência do ex-banqueiro Daniel Vorcaro no Congresso tinha como pano de fundo, de acordo com as investigações, o interesse em projetos que poderiam impactar seus negócios. A apuração identificou que a agenda legislativa do fundador do Banco Master incluía uma proposta que regulamentou o mercado de carbono no Brasil, área em que Vorcaro possuía investimentos, e outra que tratava sobre transição energética.

Ao autorizar buscas em endereços do senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), também cita uma emenda apresentada pelo parlamentar para ampliar a cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC) a investidores. A medida, que não chegou a ser aprovada, beneficiaria o Master, que tinha a garantia do fundo como uma das principais estratégias de negócio para alavancar investimentos em seus Certificados de Depósitos Bancários (CDBs). Em sua decisão, porém, Mendonça faz a ressalva de que “não teria sido um episódio isolado”, ao mencionar essas outras duas propostas.
A suspeita dos investigadores é que Vorcaro também tenha atuado para modificar os projetos enquanto ainda eram discutidos no Congresso. A PF aponta que, em novembro de 2023, o ex-dono do Master ordenou a retirada, na casa de Nogueira, de envelopes com minutas de projetos de lei para que fossem revisados e, posteriormente, devolvidos a um servidor vinculado ao parlamentar. O senador do PP, contudo, não chegou a apresentar emendas nesses projetos. Procurado, ele também negou ter feito qualquer pedido em relação aos textos. A defesa de Daniel Vorcaro, disse que não iria comentar.
Emenda
No caso do projeto sobre mercado de carbono, as suspeitas de autoridades recaem sobre uma emenda apresentada pelo atual presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), em dezembro de 2023, quando ainda não havia assumido o cargo. O deputado é próximo de Nogueira, que trabalhou para que o aliado fosse escolhido como sucessor de Arthur Lira (PP-AL) no comando da Casa.
Motta nega ter tratado do assunto com Nogueira. Ele diz que a emenda apresentada foi “resultado de um acordo partidário” e destacou que “o ato de legislar não é crime”. “A emenda apresentada garante que parte do faturamento do setor de seguros seja voltada para a compra de crédito de carbono como forma de assegurar a aplicação de recursos na sustentabilidade ambiental, principalmente quando se trata de atividades poluidoras. Ao aprovar a emenda, o Legislativo considerou que ela cumpre os critérios constitucionais”, diz, em nota.
O mercado de carbono é um instrumento usado por empresas para compensar suas emissões de gases de efeito estufa. Elas podem comprar títulos lastreados em projetos que reduzem emissões ou capturam carbono da atmosfera, os chamados créditos de carbono. O mecanismo é considerado essencial para estimular medidas de combate ao aquecimento global.
A emenda apresentada por Motta, e que foi incorporada à versão final da lei, obriga entidades de previdência privada, sociedades de capitalização e resseguradoras a investir um percentual mínimo de suas reservas em créditos de carbono ou em fundos ligados a esses ativos. Na prática, a medida criou um mercado cativo, beneficiando empresas que atuam no setor.
Uma dessas empresas é a Golden Green Participações, criada para operar no mercado de carbono, e que, segundo a PF, tinha conexões com a teia de fundos do Banco Master. A Golden Green recebia recursos do fundo Jade, abastecido com aportes que tinham o banco de Vorcaro como origem. A movimentação de recursos por fundos é vista por investigadores como uma forma de dificultar a identificação dos cotistas dos fundos.
Além da Golden Green, outra empresa que atua no setor, a Global Carbon, possuía investimentos de fundos ligados à rede de Vorcaro. Esses fundos eram administrados pela Reag, que teve sua liquidação determinada pelo Banco Central por suspeita de fraude financeira.
Após a sanção da lei, a emenda apresentada por Motta foi questionada judicialmente pela Confederação Nacional das Empresas de Seguros Gerais, Previdência Privada e Vida, Saúde Suplementar e Capitalização (CNseg). Em ação no STF, a entidade pede a suspensão imediata do dispositivo e prevê que a obrigação imposta a empresas do setor injetará até R$ 9 bilhões ao ano, valor maior do que o mercado de carbono conseguiria absorver.
Shigueo Watanabe Jr., pesquisador do Climainfo, diz que a emenda, tal qual foi redigida, faz com que as seguradoras, que “não têm nada que ver com mercado de carbono, porque não têm emissão para reduzir”, terão de reservar esses valores, já que cria um mercado cativo.
“Não existe nada mais capitalista do que ter mercado cativo, é o sonho dourado de toda empresa. Todo mercado de carbono funciona para que as indústrias possam ir calibrando que horas elas vão mudar de patamar e parar de queimar combustíveis fósseis e não ter mais que comprar crédito de carbono. Do jeito que está, as seguradoras nunca vão conseguir se livrar disso”, disse ele. (Com informações do portal O Globo)
Na fase anterior, investigações apontaram possível envolvimento de parlamentares no financiamento ilícito de campanhas eleitorais por parte de facções criminosas
A operação, comandada pela Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Ceará (FICCO/CE), ocorre de forma simultânea em municípios do estado e também em Belo Horizonte (MG). Os mandados foram expedidos pela expedidos pela 93ª Zona Eleitoral, e ao menos 108 policiais federais e civis foram mobilizados em 27 equipes operacionais.
Segundo a PF, o objetiva desta fase da operação é a "desarticulação financeira da organização criminosa, com ênfase na apuração de crimes de lavagem de capitais e de delitos correlatos". O fluxo bancário de meio bilhão de reais, conforme a polícia, indica "possível utilização de mecanismos para ocultação e para dissimulação de recursos ilícitos".

Fase anterior
No dia 12 de março, na operação intitulada como "Traditori", foram presos os seguintes vereadores:
Ainda em março, todos eles tiveram a prisão domiciliar concedida. Eles cumprem medidas cautelares como o uso de tornelezeira eletrônica e foram afastados dos respectivos cargos e mandatos.
A FICCO/CE é composta pela Polícia Federal, pela Polícia Civil do Ceará, pela Polícia Militar do Ceará, pela Perícia Forense do Ceará, pela Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização, pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social do Ceará e pela Secretaria Nacional de Políticas Penais.
Segundo a Polícia Federal, vereadores e agentes públicos investigados tiveram as campanhas de 2024 financiadas por uma facção criminosa e, em troca, concediam benefícios políticos e institucionais ao grupo. Ao todo, a Traditori cumpriu 16 mandados de prisão preventiva — cinco contra vereadores — e 30 de busca e apreensão, na Câmara Municipal e em endereços ligados aos investigados. As ordens foram expedidas pela 93ª Zona Eleitoral de Fortaleza.
"A investigação, iniciada após o compartilhamento legal de dados fornecidos pela Delegacia de Polícia Civil de Morada Nova e pela DPI Sul, revelou a existência de um esquema criminoso vinculado a uma facção responsável pela movimentação e pela ocultação de recursos de origem ilícita, posteriormente utilizados para financiar campanhas eleitorais nas eleições municipais de 2024, evidenciando a infiltração do crime organizado na esfera pública", informou a PF àquela altura.
Mais de meia tonelada de cocaína foi apreendida em Martinópolis, no interior de São Paulo. Pacotes também tinham imagens da Rolls Royce
A Polícia Federal (PF) apreendeu, no sábado, (3/5), mais de meia tonelada de cocaína no município de Martinópolis, no interior de São Paulo. Mas um detalhe inusitado chama a atenção: os pacotes do entorpecente continham imagens do conhecido personagem Goku, do mangá Dragon Ball.

Além de Goku, alguns dos pacotes — que somavam 532 kg de cocaína — também possuíam imagens da fabricante britânica de carros de luxo Rolls Royce.
A ação ocorreu após uma denúncia de que uma aeronave vinda da Bolívia pousaria em uma pista destinada à aviação agrícola na região, com grande quantidade de drogas.
Os policiais federais se posicionaram em pontos estratégicos e visualizaram uma aeronave por volta das 12h do sábado pousando no local indicado. Em seguida, os agentes abordaram uma picape que se encontrava nas proximidades, na qual a carga de droga foi localizada e apreendida.
O motorista do veículo foi preso em flagrante. Ainda segundo a PF, o piloto da aeronave conseguiu fugir e, até o momento, não foi localizado. As buscas continuam com o objetivo de identificá-lo e efetuar sua prisão.
A Polícia Federal também informou que segue com as investigações para apurar a origem e o destino da droga, bem como identificar outros envolvidos na ação criminosa.
Fonte: Cocaína do Goku: PF apreende 532 kg de drogas com imagem do personagem
Policiais, fiscais e procuradores saíram para cumprir 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos, investigados por contrabando e descaminho.
A Polícia Federal (PF), a Receita Federal e o Ministério Público Federal (MPF) iniciaram nesta terça-feira (28) a Operação Mare Liberum, contra um esquema de propinas no Porto do Rio de Janeiro. Estima-se um prejuízo de meio bilhão de reais aos cofres públicos com a liberação irregular de contêineres.

Equipes saíram para cumprir 45 mandados de busca e apreensão contra importadores, despachantes e servidores públicos. Policiais federais, fiscais e procuradores foram para endereços na capital e nas cidades de Niterói, Nilópolis, Nova Friburgo e Vitória (ES). Entre eles estão as alfândegas do Porto do Rio e do Galeão e a Superintendência da Receita no RJ.
A Justiça ainda determinou o afastamento dos cargos de 17 auditores fiscais e 8 analistas tributários, além do sequestro de até R$ 102 milhões em bens dos envolvidos. Nove despachantes foram proibidos de exercer atividades no Porto do Rio.
Contrabando e descaminho
A investigação, que contou com a Corregedoria da Receita Federal e com o Grupo de Atuação Especializada de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MPF, começou com uma denúncia sobre um esquema entre servidores da Alfândega do Porto, importadores e despachantes para a facilitação de contrabando e descaminho, mediante oferecimento de vantagem econômica.
As apurações indicaram o desembaraço de contêineres sem a devida fiscalização. Muitas vezes, as mercadorias liberadas não batiam com as declarações de importação emitidas pelas empresas, ocasionando a supressão de tributos e prejuízo ao Erário.
Os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado, associação criminosa, falsidade ideológica, corrupção ativa e passiva, descaminho, contrabando, facilitação de contrabando ou descaminho, sonegação fiscal, crimes contra a ordem tributária, crimes funcionais contra a ordem tributária e lavagem de dinheiro.
Fonte: Operação Mare Liberum: PF mira propina no Porto do Rio de Janeiro | G1
Relatório de inteligência financeira indica que restaurante movimentou mais de R$ 30 milhões e recebeu valores de 152 pessoas com histórico criminal; defesa do cantor diz que restaurante foi presente dele à avó e que "movimentação condiz com o tamanho do empreendimento".
A Polícia Federal (PF) identificou uma movimentação financeira superior a R$ 30 milhões, entre débitos e créditos, em um restaurante ligado ao cantor MC Ryan SP e apontou indícios do uso de um familiar como possível “laranja” na administração do negócio.
De acordo com relatório de inteligência finaneira obtido pela TV Globo, o montante registrado entre abril de 2024 e outubro de 2025 é "flagrantemente incompatível" com o porte e a atividade econômica do Bololô Restaurant & Bar.
A PF sustenta qu
e o local funcionaria como um "veículo de integração" e possível "posto de arrecadação bancarizado" para a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
A PF aponta ainda que ele teria utilizado uma manobra de blindagem patrimonial para afastar seu nome de negócios sob suspeita. Logo após ser alvo de buscas e apreensões da Polícia Civil por supostos vínculos com o PCC e esquemas de rifas ilegais, o artista saiu formalmente da sociedade do restaurante. Em seu lugar, entrou sua avó materna.
Para a Polícia Federal, a substituição teria sido uma tentativa de "ocultar o beneficiário final" e "desvincular a imagem do artista" de transações suspeitas, mantendo o controle financeiro dentro do núcleo familiar.
A avó, que declara uma renda de R$ 25 mil, teve movimentações milionárias em sua conta pessoal, e funcionaria, segundo a investigação, como um "entreposto de liquidez" para o esquema.
O monitoramento bancário identificou ainda que o restaurante recebeu recursos de 152 contrapartes com histórico criminal ligado ao tráfico de drogas e organizações criminosas. Foram detectados pagamentos atípicos, entre R$ 2 mil e R$ 10 mil, valores considerados incompatíveis com o consumo de refeições.
A hipótese dos investigadores é que o restaurante servia para o recolhimento da "cebola" — como é chamada a mensalidade paga por membros de facções criminosas à organização. O dinheiro sujo seria misturado ao faturamento legítimo do comércio para conferir aparência de legalidade aos recursos.
A investigação, deflagrada na quarta-feira (15), investiga um esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas estimado em R$ 1,6 bilhão (leia mais abaixo). MC Ryan SP foi um dos 33 presos na operação. Ele foi detido em uma festa na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, no litoral paulista, e teve a prisão mantida pela Justiça após audiência de custódia realizada na quinta (16).
Em nota, o advgado de MC Ryan SP, Felipe Cassimiro, informou que "o Bololô Restaurant não pertence ao Ryan, se tratou de um presente dele para a avó. Quanto às movimentações, hoje o Bololô é visto como um dos principais restaurantes de São Paulo, altamente frequentado, sobretudo por muitos famosos. A movimentação condiz com o tamanho do empreendimento".
O esquema
A Polícia Federal revelou que o esquema de uma organização criminosa suspeita de lavar mais de R$ 1,6 bilhão utilizava uma estrutura complexa, com empresas, influenciadores digitais e operações financeiras sofisticadas para ocultar a origem de recursos ilícitos.
No total, foram cumpridos 33 de 39 mandados de prisão temporária e 45 de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Espírito Santo, Maranhão, Santa Catarina, Paraná e Goiás, além do Distrito Federal. Os cantores MC Ryan SP e MC Poze do Rodo estão entre os presos.
Os influenciadores Raphael Sousa Oliveira, criador da página Choquei, e Chrys Dias, que tem quase 15 milhões de seguidores, também foram presos na operação, além de outros produtores de conteúdo.
Policiais cumprem mandados judiciais em São Paulo e no DF
A Polícia Federal (PF) está nas ruas cumprindo mandados judiciais dentro da 4ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga esquema de lavagem de dinheiro para o pagamento de vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos.
Desde as primeiras horas da manhã desta quinta-feira (16) os policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados no Distrito Federal e em São Paulo.
As ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal. De acordo com a PF, “estão sendo investigados crimes financeiros, além de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa”.
Compliance Zero
Na terceira fase da Operação Compliance Zero, em março, a PF cumpriu o mandado de prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
O STF determinou também afastamento de cargos públicos de alguns investigados, além de sequestro e bloqueio de bens, no montante de até R$ 22 bilhões.
Fonte: Polícia Federal deflagra a 4ª fase da Operação Compliance Zero
Operação Recidiva investiga esquema que inseria vínculos empregatícios falsos para obtenção indevida de benefícios no MA e no PI
São Luís/MA. A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (8/4), a Operação Recidiva, com o objetivo de reprimir crimes contra o sistema previdenciário.
A ação foi conduzida pela PF no estado do Maranhão, com a participação da Coordenação-Geral de Inteligência da Previdência Social (CGINP), do Ministério da Previdência Social (MPS) e da Coordenação-Geral de Apuração e Cobrança Administrativa de Benefícios (CGACB/INSS).

Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão e de prisão temporária nas cidades de São Luís/MA, de Barreirinhas/MA, de Tutóia/MA e de Parnaíba/PI.
A investigação é desdobramento da Operação Transmissão Fraudulenta, deflagrada em 3/7, que apurou a atuação de um grupo criminoso composto responsável pela inserção de vínculos empregatícios inexistentes em sistema federal, com o objetivo de viabilizar a concessão fraudulenta de benefícios previdenciários.
Nesta fase, foram investigados intermediários responsáveis por cooptação, bem como suspeitos que atuariam para viabilizar a concessão dos benefícios.
De acordo com a investigação, o prejuízo decorrente da concessão de 50 benefícios já identificados é de, aproximadamente, R$ 4,6 milhões.
Ao todo, 32 policiais federais cumpriram 8 mandados de busca e apreensão e 6 de prisão temporária, expedidos pela 2ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Maranhão, com base em representação da PF. Também foram deferidas medidas cautelares de quebra dos sigilos bancário e fiscal, além do arresto de bens e do bloqueio de valores dos investigados.
Caso confirmadas as suspeitas, os investigados poderão responder pelos crimes de estelionato majorado contra o INSS, de associação criminosa, de falsificação de documento público, de falsidade ideológica, de falsa identidade, de inserção de dados falsos em sistema de informações e de lavagem de capitais.
Fonte: PF faz operação contra fraudes no INSS — Polícia Federal
A Policia Federal (PF) informou nesta segunda-feira (6) ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que ainda não recebeu as imagens capturadas pelas câmeras corporais dos policiais militares que participaram da Operação Contenção , realizada, no ano passado, no Rio de Janeiro.
Em março deste ano, Moraes determinou que as polícias Militar e Civil devem enviar à PF as imagens da operação , que deixou mais de 120 mortos. A corporação será responsável pela perícia do material.

Em ofício enviado ao ministro, o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, disse que a corporação está realizando a perícia do material enviado pela Polícia Civil, mas as imagens da Polícia Militar ainda não foram recebidas.
“Não foi recebido qualquer acervo audiovisual relativo às equipes da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (PMERJ) que atuaram na operação com efetivo significativamente maior e número substancialmente superior de dispositivos de gravação corporal”, afirmou Andrei Rodrigues.
Mais prazo
O diretor também pediu mais prazo para analisar as imagens. Segundo Andre Rodriguesi, a perícia do material da Polícia Civil levará pelo menos 90 dias. Serão analisadas cerca de 400 horas de gravações.
“Cumpre informar que equipe de 10 peritos criminais federais já se encontra mobilizada, trabalhando nos exames com caráter prioritário, no entanto não se revela tecnicamente viável o cumprimento do prazo de 15 dias fixado na decisão, à luz das condições atualmente verificadas, sendo imprescindível a concessão do prazo técnico estimado em pelo menos 90 dias”, completou.
A apuração sobre a legalidade da operação ocorre no âmbito do processo conhecido como ADPF das Favelas - Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 635.
Na ação, a Corte já determinou diversas medidas para redução da letalidade durante operações em comunidades do Rio de Janeiro.
Fonte: PF diz que PM do Rio ainda não entregou imagens da Operação Contenção
A Polícia Federal (PF) realizou, nessa quarta-feira (1º), uma nova operação para investigar o suposto vazamento de informações da Receita Federal de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e de seus familiares. Esta é a segunda fase da Operação Exfil, realizada no dia 17 de fevereiro deste ano.
Foram cumpridos um mandado de prisão preventiva e seis de busca e apreensão, autorizados pelo STF, nos Estados do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Na primeira fase, o foco foi “apurar o repasse de documentos fiscais submetidos à proteção legal e obtidos de forma criminosa mediante remuneração”, informou a PF.

Na ocasião, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão nos Estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Também foram determinadas medidas cautelares, como o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes, o monitoramento por tornozeleira eletrônica e a proibição de saída do País.
Conforme informações do jornal O Globo, houve acesso irregular às informações fiscais da mulher do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci.
A investigação foi determinada por Moraes. Em janeiro deste ano, ele determinou a abertura de um procedimento para apurar se houve vazamento de dados sigilosos de ministros da Corte e de seus familiares na Receita Federal e do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
A abertura do inquérito se deu em meio aos desdobramentos de reportagem que menciona contrato do Banco Master com o escritório da mulher de Moraes, Viviane Barci. Em dezembro, a coluna de Malu Gaspar revelou que, ao longo de três anos, o contrato totalizaria R$ 131,3 milhões.
Antes, o colunista Lauro Jardim havia informado que o contrato de prestação de serviço havia sido apreendido em operação da Polícia Federal.
Também em dezembro, Malu Gaspar informou que Moraes procurou o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pelo menos quatro vezes para fazer pressão em favor do Banco Master.
Ao menos três dos contatos foram por telefone, mas pelo menos uma vez Moraes se encontrou presencialmente com Galípolo para conversar sobre os problemas do banco de Daniel Vorcaro.
Esse não é o primeiro episódio recente em que o STF e a Receita divergem sobre o uso de dados fiscais envolvendo autoridades.
Em 2019, o próprio Moraes determinou a suspensão de uma série de investigações fiscais da Receita que atingiam ministros da Corte e outras autoridades, citando “indícios de desvio de finalidade” no direcionamento das apurações, e afastou temporariamente dois servidores por suspeita de quebra indevida de sigilo.
Na ocasião, o Supremo entendeu que não havia indícios suficientes de irregularidade dos contribuintes para justificar a devassa fiscal promovida pelo órgão.
A decisão de 2019 foi proferida no contexto de um inquérito mais amplo, aberto pelo então presidente do STF, ministro Dias Toffoli, para apurar fake news e ameaças contra a Corte, e incluiu a determinação de paralisação das apurações que supostamente teriam acessado dados sem os devidos indícios de irregularidade. (Com informações do jornal O Globo)
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